Presenteísmo. Já se Sentiu Assim?


A palavra pode ser “nova” no vocabulário popular, mas a sensação é conhecida por muitos profissionais. O presenteísmo. Aquela sensação de ir trabalhar por obrigação, só mesmo para se fazer presente, mas com a mente e o corpo desconectados de você.

Normalmente esta sensação vem associada a problemas de saúde como cefaleia, fadiga, problemas articulares, lombalgias, alergias, asma, problemas gastrointestinais, ansiedade, dentre outros.

O tema foi matéria recentemente no blog de repórter Fausto Macedo (@faustomacedoestadao) no Estadão que apontou uma pesquisa realizada pelo CIPD (Chartered Institute of Personnel and Development) do Reino Unido onde  83% dos entrevistados referiram já terem vivenciado esta sensação de presenteísmo.

Sem dúvidas um índice muito elevado, que além de repercutir na vida profissional e pessoal reflete diretamente no desempenho e na rentabilidade das empresas, exigindo cada vez mais uma intervenção.

No Brasil este problema também é preocupante. A OMS já apontou nosso pais (2017) como o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população sofrendo com esta doença. Em publicação anterior já comentei a respeito da “Síndome de Burnout’  resultante de estresse crônico no trabalho.

Estudo pioneiro na indústria pesquisou um grupo de 1224 trabalhadores e, acompanhada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, apontou que 23% da população pesquisada é presenteísta. Dentre este público 59% não praticam nenhum tipo de atividade física e 13% estão acima do peso ou obesos. Mais, 17% referem sofrer com dores de cabeça, 10% com lesão orteomuscular e 9% com problemas renais ou de pele.
Apesar de elevado o resultado de 23% de presenteismo encontrado nesta pesquisa foi inferior aos encontrados em outros estudos que relataram 35% em 2010 (Eurofound).

O estado de saúde física e mental dos trabalhadores é motivo de preocupação não só para o indivíduo, mas também para a organização. A vida profissional é cheia de desafio, mudanças, imprevistos e dúvidas. Circulando pelas empresas é comum ver profissionais que não estão felizes no trabalho, insatisfeitos, estão estressados, com sentimento de exaustão ou esgotamento de energia, ​​e isso acaba por repercutir na performance, na vida pessoal e familiar.

Faz-se necessário estabelecer estratégias integradas identificando os trabalhadores doentes, mas também ações preventivas na detecção dos fatores desencadeantes para a preservação da saúde mental dos profissionais.

Vale lembrar que isso é uma via de mão dupla, o profissional também precisa fazer a sua parte, vide o elevado número de portadores de presenteísmo obsesos e que não praticam nenhum tipo de atividade física detectados no estudo. Além disso, através de um novo olhar sobre a sua vida profissional e pessoal, e com a utilização  de ferramentas adequadas da Psicologia e  Neuropsicologia, é possível resgatar a confiança e autoestima, promovendo as transformações necessárias de vida e de carreira do profissional.

Já presenciei diversos profissionais superando este ciclo de presenteísmo e encontrando novamente a satisfação e realização profissional.  Mas vamos de novo, depende muito de uma atitude participativa do profissional.

Que tal se envolver nesta mudança e superar este estresse antes que ele se potencialize ainda mais? Você é a chave para a mudança. 

Sua Nova História - por Juliana Zen

Fruto de um longo trabalho no mundo corporativo, Sua Nova História é um estímulo ao profissional para ir em busca do autoconhecimento como ferramenta de crescimento.

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