Sobrecarga de Trabalho? Previna a Síndrome de Burnout

 

Um tema cada dia mais atual –  Burnout ou síndrome do esgotamento profissional, é um diagnóstico médico oficial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde e foi tema de uma matéria no Jornal Pioneiro/RBS (edição de 05/12/20), da qual fui uma das entrevistadas.


É caracterizado como um distúrbio psíquico com elevado estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. 

 

Não é algo novo, foi descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano  que já identificava   os problemas relacionados ao trabalho.


Burnout não é simplesmente estar cansado. Vai além disso. É sentir-se exausto, irritado, desanimado, desvalorizado, com dores no corpo e sem vontade de fazer nada. É um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado pelas condições de trabalho ou pela maneira como o profissional está tratando a sua vida profissional, como ele está percebendo o seu trabalho.

 

Alguns dos sintomasmais comuns na Síndrome de Burnout são:



Presenteismo;  

Agressividade; 

Isolamento; 

Mudanças bruscas de humor;

Irritabilidade; 

Dificuldade de concentração; 

Pessimismo; 

Baixa autoestima;

                                                                            




E também sintomas físicos como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia e distúrbios gastrintestinais.


É uma situação dolorida. Quem sofre de Burnout  se sente exausto, diminuído, os desafios que antes faziam parte da rotina do dia a dia, agora parecem intransponíveis.


A pessoa não consegue se concentrar, fica facilmente chateado, irritado por qualquer motivo, fica doente com mais frequência e tem dificuldade para dormir.

 

São comuns os sentimentos de isolamento e alienação ou de cinismo, em relação às pessoas com as quais interage no trabalho.

A capacidade de desempenho fica comprometida, assim como sua autoestima.


O que é pior, embora você não possa imaginar continuar assim por muito mais tempo, a pessoa não vê uma maneira viável de sair de sua situação. Muitas vezes os colegas de trabalho podem interpretar erroneamente um funcionário que sofre de Burnout, ele pode ser visto como um funcionário pouco cooperativo, desinteressado, e não como uma pessoa que está em crise.


Burnout é o oposto do engajamento. O profissional engajado é energizado, envolvido e tem alto desempenho. Está sempre disposto, cheio de ideias e pronto para cooperar. O funcionário que está com Burnout está esgotado, oprimido, exausto emocional e cognitivamente.

 



Mas isso não ocorre de instantaneamente, o esgotamento ocorre quando as demandas que a pessoa enfrenta no trabalho excedem os recursos de que ela dispõe para supera-las. Por isso é importante ficar sempre atento a alguns fatores. 


Preste atenção a algumas demandas que são muito mais propensas a sobrecarregar as pessoas ao ponto do esgotamento: 


– uma carga de trabalho pesada, com pressão intensa e com expectativas que não são muito claras;

– um ambiente de relacionamento interpessoal tóxico, onde apareça a sabotagem, tradição, fofoca ou baixa confiança;

– conflito entre a função e as expectativas – por exemplo a a atividade não permite muito tempo com familiares ou a cultura da empresa entra em conflito com seus valores.

 

Algumas profissões evidenciam maior tendência à síndrome de Burnout,  profissionais da área de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros e policiais por exemplo.


A situação de pandemia que estamos vivendo tem se agravado ainda mais esta situação junto aos profissionais da área de saúde. 

Atuam na linha de frente junto a pacientes com covid e vivem sobre um stress muito grande – ver pessoas em estado muito grave ou até morrendo e, ao mesmo tempo, temendo ser infectado pelo vírus.




O diagnóstico de Burnout é basicamente clínico e ele vai levar em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. Pode ser utilizado um questionários baseados em Escala Likert que auxilia a estabelecer o diagnóstico. Destacando sempre que o diagnostico é prerrogativa do médico.


O tratamento da síndrome de Burnout vai variar de caso a caso, mas via de regra inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também são altamente recomendados para ajudar a controlar os sintomas.

Se você acha que pode estar sofrendo de esgotamento, não ignore,  isso não vai embora por si só e as consequências podem ser graves, incluindo doença coronariana, hipertensão, problemas gastrointestinais, depressão, aumento do uso de álcool e drogas, além de conflitos conjugais e familiares.

 

Algumas atitudes podem ajudar você a evitar o Burnout:

 

Priorize cuidar de você, você é seu maior investimento. Como a orientação nos voos – antes de ajudar o outro coloque a sua máscara. Você só vai conseguir superar isso se fortalecer a sua capacidade.


Visite um médico e faça uma avaliação.


Tenha bons hábitos de sono, nutrição, faça exercícios, conecte-se com seus amigos, pratique mindfulness e faça atividades que lhe dão prazer.


Veja como você ocupa seu tempo no trabalho e  avalie qual o estado emocional associado a cada uma das atividade que realiza. Identifique as situações que deixam você incomodado e o que você pode fazer para mudar.


Reduza a exposição a fatores de estresse no trabalho. Se você achar que certos relacionamentos são especialmente desgastantes, limite sua exposição a essas pessoas. A máxima é, reduza a exposição à tarefas, pessoas e situações que o deixam você mal e aumente junto àquelas que o energizam.


Avalie se você tem tendências perfeccionistas, isso aumenta muito o nível de estresse. Tente pegar mais leve.


Delegue as coisas que não são necessárias para você fazer pessoalmente. Aprenda a confiar mais nos outros. Se tem dúvidas acompanhe no início.


Desligue-se do trabalho à noite e nos finais de semana. Simplesmente esqueça e deixe para pensar no dia seguinte. Anote ideias se for preciso, mas pense nisso amanhã ou na segunda-feira.


Entre em contato com pessoas em quem você confia e gosta no trabalho. Procure maneiras de interagir mais com as pessoas que você considera estimulantes e com energia positiva.


Converse com seu chefe sobre quais recursos você precisa para ter o seu melhor desempenho. Por exemplo, se você não tiver certas habilidades, solicite treinamento e suporte para melhorar o desempenho. Peça feedback.


Algumas coisas sobre seu trabalho estão em sua capacidade de mudar; outros não. Você não pode mudar a cultura da empresa, você não pode sentir prazer fazendo uma atividade que não gosta…Nestes casos buscar uma nova oportunidade profissional pode ser uma etapa essencial para o sucesso.

 

Não há trabalho que valha sua saúde, sua sanidade ou sua alma. Isso não é bom nem para você e nem para a empresa ou negócio.


Para muitas pessoas, o esgotamento é a alavanca que os motiva a fazer uma pausa, fazer um balanço e criar uma carreira que é mais satisfatória do que o que eles imaginavam anteriormente.



Quer identificar se você sofre de Burnout? Faça o teste:


As afirmações a seguir são referentes aos sentimentos que você possui em relação a sua atividade profissional. Leia e decida com que frequência se sente desta forma. Pontue:

1 – Quase Nunca   2- Às Vezes    3 – Regularmente    4 – Quase Sempre    5 – Sempre 


                                                                                                                                                  

Resultados abaixo de 30, você não corre o risco de Burnout;

Resultados entre 31 e 50, baixa possibilidade de Burnout;

Resultados entre 51 a 70 fique atento, você corre o risco de Burnout;

Resultados acima de 71, faça algo a respeito você pode estar sofrendo de Burnout;



Sua Nova História - por Juliana Zen

Fruto de um longo trabalho no mundo corporativo, Sua Nova História é um estímulo ao profissional para ir em busca do autoconhecimento como ferramenta de crescimento.

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