Você Age ou Reage?

 

Você já pensou na diferença entre Agir ou Reagir? A resposta parece lógica mas o impacto de cada um em sua vida pode ser enorme e fazer toda a diferença.

Reagir é um comportamento instintivo dirigido pelo cérebro reptiliano, é automático e está focado na sobrevivência. Você não pensa. Reage.

Agir é uma escolha consciente envolvendo informações do cérebro mais evoluído, o córtex cerebral. Quando age você usa o seu cérebro para fazer o que ele faz de melhor – pensar.

 

“ O cérebro humano evoluiu em estágios começando com o cérebro reptiliano, o tronco cerebral, que se preocupa com a sobrevivência. Em seguida, o cérebro dos mamíferos, o sistema límbico, se desenvolveu e se concentra na aproximação de recompensas. Por fim, formou-se o cérebro humano, o córtex. Em todo ser humano hoje, esses três sistemas estão constantemente em funcionamento.”  Rick Hanson

Quando algo acontece no ambiente e faz você se sentir ameaçado, um comentário crítico da chefia ou uma discussão de transito, por exemplo, seu cérebro reptiliano é ativado no modo reativo de luta ou fuga. Você Reage.

Um milhão de anos atrás, isso era fundamental para manter nossos ancestrais vivos, a todo momento as ameaças estavam chegando – ursos, tigres… Hoje uma crítica de um chefe tem o mesmo impacto que o confronto com um destes animais.

 

Sempre que você está pressionado, preocupado, irritado ou desapontado, esse mesmo mecanismo entra em ação. E isso pode levar à ansiedade e depressão, o que é péssimo para sua saúde física, pois o estresse crônico contribui para um sistema imunológico enfraquecido e aumento do risco de ataque cardíaco e derrame.

 

Nesse modo reativo, seu cérebro, evitativo, reagindo de forma automática e privilegiando a sobrevivência, expressa medo e raiva. 

Quando você se sente seguro e realizado, o sistema de evitação de seu cérebro está calmo. Nesse modo responsivo, seu cérebro fica calmo e alegre.

A boa notícia é que esse é o estado natural de repouso do cérebro e onde você deseja estar para a felicidade e a saúde. A má notícia é que muitos de nós passam a maior parte do tempo no modo reativo.

  Reagir é instintivo. Responder é uma escolha consciente. 

Quando algo acontece, nosso corpo vai reagir automaticamente. O truque é ficar ciente dessa reação inicial, resistir a fazer qualquer coisa, envolver sua inteligência superior considerando opções – quem você quer ser e o que será de seu interesse e, então, escolher como responder. Como sempre digo, chamar o cérebro para fazer o que faz de melhor – pensar.

No artigo, Agir X Reagir, J. Loeks escreve:

O ato de agir exige que se olhe para a circunstância, identifique o problema ou situação, ouça o que está acontecendo e reflita. Essa reflexão pode durar um momento, cinco segundos, uma hora, dois dias ou mais. O período de tempo não importa. O que importa é que você parou e se esforçou para pensar e suspendeu o julgamento. 

É um ato consciente e mostra que você está disposto a ouvir ou observar. Essa lacuna entre a circunstância e o seu comportamento é o que contribui para obter um senso de controle sobre sua vida. 

 No momento em que você identifica que ao responder tem uma escolha na maneira que lidará com a situação,  começará a perceber que é capaz de tomar decisões melhores. A chave é essa pausa. Se a situação exigir uma ação imediata, respire fundo primeiro.

Aprender agir e não a reagir é um desafio contínuo, mas fica mais fácil quanto mais você ignora o cérebro reptiliano, envolvendo seu cérebro responsivo. Em seu livro “Just One Thing: Developing a Buddha Brain”, Rick Hanson escreve em:

Cada vez que você descansa seu cérerbo no modo responsivo fica mais fácil chamar ele para agir. Isso porque os neurônios que disparam juntos, se conectam e estimulam os substratos neurais da calma, do contentamento e do cuidado. É como alongar a quilha de seu veleiro mental para que não importa o quão forte os ventos da vida soprem, você fique de pé, não vira, e continua indo em direção ao farol dos seus sonhos.

O modo responsivo de seu cérebro pode ser ativado, encorajado e reforçado por meio de práticas como atenção plena. Os exercícios de mindfulness são excelentes para isso. 

Sua Nova História - por Juliana Zen

Fruto de um longo trabalho no mundo corporativo, Sua Nova História é um estímulo ao profissional para ir em busca do autoconhecimento como ferramenta de crescimento.

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